quinta-feira, 9 de agosto de 2012

CONFISSÕES


CONFISSÕES

O homem, em suas diversas possibilidades de relacionamentos, tem várias oportunidades de construir ou destruir seu patrimônio intimo. Cometemos vários equívocos com nossa capacidade de comunicar através da fala, há momentos que podíamos calar e falamos muito, bem como há momentos que deveríamos falar e calamos.  Precisamos usar bom senso e discernimento, fazendo bom uso de tal capacidade, possibilitando a criação de um bom aspecto em nossa organização mental.

No novo testamento em epístola universal do apóstolo Tiago 5:16 ele recomenda “confessai  as vossas culpas uns aos outros
Deveríamos observar melhor essa recomendação, pois comentemos muitos erros e nos falta coragem de compartilhar com nossos amigos. Temos grande facilidade de anunciar nossas glórias, mas, quando tratamos das derrotas, ficamos a desejar.

Quebrando a barreira do medo e falando de nossas faltas com outros, seja um amigo, um familiar ou qualquer outro de nossa confiança, libertamos com esse ato nossa consciência,  aliviando nossos corações das amarras da culpa. É muito comum dentro da igreja católica filas de fiéis aguardando o momento a confessar seus pecados ao religioso no desejo de serem perdoados. Nestes casos, o que ocorre é a libertação da consciência através de uma confissão de culpa e não essencialmente um perdão da divindade para com uma falha de sua criatura. Pertinente observar que essa confissão pode ocorrer no templo do lar junto aos membros da família e o “perdão” ocorrerá da mesma forma.

Todos erramos em algum momento. A partir disso devemos assumir o erro procurar corrigi-lo, vigiando para não errar novamente.Enfim, embora não sejamos perfeitos, podemos prosseguir com a caminhada procurando sempre o melhoramento.

Abraços do amigo Geraldo Agosto/2012

quarta-feira, 27 de junho de 2012

A SAÚDE DO CORPO


A SAÚDE DO CORPO
Muitos segmentos religiosos desde tempos antigos e ainda na atualidade, baseados no conto bíblico de que Abraão ofereceu seu filho Isaac em sacrifício a Deus no monte Moriá, promovem aos seus seguidores a crença da necessidade de sacrifício do corpo para libertação das faltas cometidas sendo assim, agradáveis a Deus.  Esses praticantes certamente acreditam estarem agindo corretamente, porém, acreditam por ignorância, apoiados apenas na ideia de supervalorização do espírito que sobreviverá à morte do corpo. Devemos sempre pautar pela cautela e bom senso nessas questões.  O corpo, embora após a experiência temporária da existência física, fatalmente se destruirá obedecendo a organização da lei natural. Não podemos colocá-lo na condição de mero objeto de pouca importância, pois trata-se de um perfeito instrumento ao serviço da providência divina a desenvolver as habilidades do espírito no seu projeto de aprendizado. Nesse sentido, devemos cuidar em todos os momentos da saúde e bem estar deste, procurando manter o completo equilíbrio do mesmo, passando, dessa forma, sensações positivas ao espírito que se encontra temporariamente fazendo uso desta morada.
Quando viajamos e vamos nos hospedar em um hotel procuramos um ambiente arejado, limpo e confortável. Não sendo assim, nos sentiremos desconfortáveis e bem rápido queremos retornar ao lar, local tão aprazível. Neste raciocínio, para que o espírito cumpra e complete seu projeto diante de uma experiência reencarnatória com maior disposição e prazer, conscientizemos de que a morada, embora provisória, necessita estar em ordem, confortável e, para isso, precisa de cuidados. Se quisermos fazer sacrifícios, para uma possível “libertação”, que seja de ordem mental e moral, procurando calar os desejos viciosos menos dignos, onde cometemos diversos exageros, alimentando quedas onde nossos espíritos já se encontram mergulhados a milênios. Desta forma, estaremos desprendendo-nos dos domínios do orgulho, curando doenças iniciadas pelo mau uso da lei de livre arbítrio e verdadeiramente nos libertando do mal que existe em nós.
Cuidemos sim do espírito, mas sem deixar cair em esquecimento os cuidados básicos do corpo.
Como estudo complementar consultar o Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo XVII, item 11.
Muita paz a todos.
Abraços fraternais do amigo Geraldo – Junho/2012.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

INIMIGOS


INIMIGOS DESENCARNADOS
Ao observarmos o comportamento do ser humano, desde os primeiros momentos da história, inclusive no contexto bíblico podemos comprovar que o homem está sempre em conflito. Conforme  relatos do velho testamento o patriarca Abraão já contava com 75 anos de idade, casado com Sara, que era infértil para a maternidade,estava  preocupado,  pois  recebera  a missão de liderar seu povo e deveria deixar um herdeiro para complementar sua obra. Em acordo com a esposa manteve um relacionamento extra conjugal com a criada Agar,  desse relacionamento nasceu um  filho, Ismael, criado até os 14 anos com a promessa que seria o sucessor do pai. Para surpresa de Abraão quando já contava com 99 anos de idade Sara é premiada com a maternidade e nasce Isaac, então o filho legítimo do casal passa ser o alvo da atenção de todos,  pois será ele agora o novo sucessor. Ismael e sua mãe Agar começa a fazer cobranças a Abraão  que incomodado com a situação os expulsa de casa, os mesmos vão viver no deserto junto ao nômades. Alguns estudiosos da atualidade  dizem que a partir daí começou os conflitos que se arrastam até nossos dias entre  Árabes e  Judeus ou olhando de outro prisma Israel e Líbano. Se esse relato é verdadeiro não se sabe e nem é relevante, o que importa para nossa reflexão é que o homem sempre vive em guerra, ao longo da história da humanidade vamos encontrar diversos capítulos destes conflitos.
Alguns exemplos:
 Quando Jesus encarnou no planeta com suas propostas de modificação da humanidade através do amor, do perdão das ofensas, de amar os inimigos, e fazer o bem a quem nos faz mal,  foi julgado , condenado e crucificado.
O jovem Saulo de Tarso ferrenho perseguidor dos seguidores de Jesus quando em viagem a Damasco diante de uma visão da realidade incontestável do mestre, promove uma completa conversão em sua vida, passando a divulgar e vivenciar os ensinamentos daquele que até então era ilusão, por essa atitude é massacrado, chicoteado e por fim é decapitado em Roma.
O líder indiano Mahatma Gandhi por promover o movimento de libertação de sua nação sem violência e ensinar o povo a exigir, mas mantendo  a paz, sofreu atentado a bomba e morreu vítima de atentado a tiros.
Nos  Estados Unidos da América,  no ano de 1968 morre  vítima de atentado a tiros  o líder negro Martin Luther King,  só porque quis defender o direito de igualdade entre brancos e negros em seu País.
Se por um lado homens que defenderam o amor, a paz, a igualdade de direitos encontraram inimigos,  imagine aqueles que trouxeram a guerra, a discriminação e a violência.
Adholf Hitler  com seu partido nazista dizimou inúmeros Judeus, contraindo também diversos inimigos, morreu vitima da ação dos inimigos desencarnados atuando nas ondas do pensamento levando-o ao suicídio.
Saddam Husseim, ditador iraquiano, tanto fez  que foi enforcado em praça pública na sua própria nação.
Osama Bin Laden, revolucionário árabe, foi caçado como um animal até finalizar seus dias frente a pesado armamento do exército americano.
Desta forma o homem segue seus dias defendendo seus interesses e provocando a ira dos que não comungam da mesma ideia, bom seria se com a morte do corpo físico colocássemos um ponto final em tudo, porém não é assim, morre o corpo permanece o espírito com suas tendências, angustias, magoas e outros sentimentos provocando o desejo de vingança. Vamos raciocinar um pouco conforme nos orienta a doutrina consoladora, na questão 23  do livro dos espíritos Kardec interroga aos espíritos o que são espíritos? E esses respondem que é o princípio inteligente do universo . Logo podemos concluir que o espírito não é matéria e sim energia, e, energia não morre. Portanto se não morre continua existindo mesmo depois da falência da matéria a qual estava ligado, e permanece com todas suas tendências,  negativas e positivas, tentando de todas as formas atender seus desejos.
Assim vamos entrar em outra área que tão bem nos esclarece a doutrina espírita, as influências espirituais, sendo essas negativas são classificadas como obsessões, problema de difícil diagnóstico devido à variedade com que pode se apresentar. As obsessões podem ser classificadas como ATIVA (quando o espírito obsessor tem consciência de sua ação.)       PASSIVA (quando o espírito age sem consciência do que faz, apenas por afinidade)             FÍSICA  (quando a influência atinge a vítima em seu estado físico, provocando doenças diversas.)  PSIQUICA (a ação desta vez atinge somente a área psicológica do ser, provocanado ai diversos desarranjos.) indiferente do local de atuação ou forma as obsessões podem ser classificadas em três grupos distintos:
1º)  SIMPLES -  quando as influências não tem tanta importância, não prejudicando de maneira ostensiva as vítimas.                                                                                                                                    2º)  FASCINADOS  neste grupo entra todos aqueles que sofrem as influências, agem de acordo com a sugestão dos inimigos e acreditam estarem agindo de maneira correta e coerente, todos em sua volta percebem que está errado, mas só ele acredita estar certo.                                     3º)  SUBJUGADOS OU POSSESSOS -  aqui a influência é completa e todas as ações da vítima são coordenadas pelo algoz, levando a pessoa a uma exposição ridícula, causando-lhe diversos tipos de constrangimentos.
Ficamos refletindo e interrogando como se livrar de um inimigo que não podemos ver, nem ouvir, nem tocar, que pode interferir em nossa forma de pensar, sentir e agir parece muito difícil, até mesmo impossível, mas quando temos comportamento coerente com os ensinamentos do evangelho nada fica difícil e todo mal tem cura, especificamente neste ambiente dos inimigos desencarnados.  JESUS nos recomenda através do evangelho de Mateus 5,25 (concilia-te depressa com teu adversário, enquanto estas no caminho com ele.), mas quando nossa atitude não permitiu conciliar conforme a sugestão de Jesus e criamos um problema pela falta de observância dessa instrução ainda há uma outra orientação que certamente irá auxiliar. Ver em Mateus 18,21(até quantas vezes devemos perdoar o irmão que peca contra mim, seria sete vezes? Não te digo sete vezes, mas setenta vezes sete.)
 Observando essas orientações e colocando-as em prática certamente não teremos inimigos em nossa caminhada evolutiva e poderemos prosseguir sem os embaraços dos malfeitores de plantão.
“Evangelho não é só para ler, é para sentir e vivenciar.”
Abraços  do Amigo Geraldo – MAIO/2012

sábado, 21 de abril de 2012

Evangelho - reflexão


EVANGELHOTERAPIA
O evangelho de Jesus segundo seus apóstolos, em muitas ocasiões e principalmente dentro dos centros espírita é indicado como fonte alívio de desequilíbrios diversos, indicado também como remédio a ser ministrado para cura de males provenientes da desorganização moral do ser, porém os “pacientes” necessitados de cura, em sua maioria experimenta apenas uma leve sensação de melhora provocada pela fé e desejo ardente do início do “tratamento”. Após algum tempo tudo se estabiliza, volta-se à rotina, e as mesmas sensações continuam, inclusive as dores e os sofrimentos, o que até então estava crente passa a duvidar do poder de cura do evangelho, abandonando todas as ações em torno do uso de tal “medicação”.
Conveniente é observar que na medicina tradicional ao fechar um diagnóstico o médico prescreve a medicação com indicação de horários e tempo de tratamento, os quais devem ser obedecidos, o paciente temeroso quanto ao avanço da enfermidade prontamente cumpre a rigor a sugestão do médico e depois de algum tempo experimenta as sensações de alívio.  Dessa forma deveria ocorrer com os tratamentos via evangelho, todavia poucos são os relatos que serviriam como testemunha de cura com o uso desta terapia.
E como fica a evangelhoterapia?
O problema está exatamente na administração do medicamento, vejamos:
*problemas diversos de convivência dentro do lar, cônjuge difícil, filhos rebeldes.
Diagnóstico: irritação, intolerância e falta de paciência.
Tratamento evangélico: vide evangelho de Mateus cap XVIII v 21 – 22 (Pedro interroga a Jesus quantas vezes devemos perdoar a falta de nossos irmãos, seria 7 vezes? E Jesus indica não só 7 vezes mas 70 vezes 7.)
Este o medicamento indicado por Jesus no evangelho que se ministrado corretamente irá fatalmente nos libertar e curar dos males provocados pelas intrigas, irritações, falta de paciência e falta de compreensão, resta saber quem faz uso de tal medicamento conforme a prescrição. Dessa forma tantas outras indicações do evangelho tornam-se sem valor terapêutico pela invigilância dos pacientes e as dores geradas nos dissabores dos acontecimentos continuam firmes a incomodá-lo.
Fazendo nossa parte veremos o verdadeiro valor da evangelhoterapia.

Abraços fraternais  Geraldo - Abril/2012

segunda-feira, 26 de março de 2012

"O CORPO ESPIRITUAL"


CORPO  ESPIRITUAL
      Um dos princípios fundamentais da doutrina espírita denominado por Kardec de perispírito ( fazendo comparação ao perisperma das frutas, ver questão 93 do livro dos espíritos),  não é invenção do codificador como alguns gostam de afirmar, pois mais  ou menos 1.500 a.c. os vedas (escritos antigos de povos indianos) já citavam  um corpo sútil,  os antigos egípcios o classificavam como  Kha, os chineses como Ki, Paulo de Tarso, o grande apóstolo dos gentios, dizia em seus escritos corpo celeste ou as vezes corpo espiritual , vários nomes para classificar a mesma coisa, mas isso não é tão importante, o que de fato importa é: como atua esse corpo espiritual  e para que serve? 
Refletindo um pouco poderemos encontrar  respostas que venham de encontro com a razão.
Na  questão 23 de o Livro dos Espíritos,  Allan Kardec interroga aos espíritos sobre o  que é o espírito? E eles o respondem: é o princípio inteligente do universo.  Já na questão 25 do mesmo livro, em sequência ao interrogatório, Kardec quer saber se o espírito é independente da matéria ou é uma propriedade dela, obtendo a resposta de que são distintos, porém, o espírito necessita unir-se à matéria para que a inteligência possa se manifestar.
Com isso podemos concluir que o espírito é princípio inteligente e não  é  matéria, e que  o mesmo necessita  ligar-se a ela  para manifestar-se, havendo assim   um meio dessa união acontecer.
 Da mesma forma que uma carroça para movimentar-se precisa do cavalo que irá impulsioná-la, também necessita do cocheiro para direcioná-la inteligentemente à direita ou a esquerda, assim é  com o espírito que para movimentar o corpo físico inteligentemente necessita do intermediário, ou seja, do  corpo espiritual ou perispírito.
O corpo espiritual ou períspírito é constituído à partir dos elementos básicos dos princípios materiais (diga-se fluido cósmico universal, princípio básico de toda matéria) proporcionais a cada planeta ou ambiente em que o espírito irá promover  suas experiências.
Na formação primária de cada perispírito encontra-se este com funções determinadas que irá auxiliá-lo em suas tarefas.   A saber:
Função organizadora: essa função proporciona ao perispírito atender aos requisitos do espírito no sentido de organizar todo o mecanismo necessário  ao processo reencarnatório, processando as ligações molécula a molécula  de forma a acoplar o espírito ao corpo em perfeita simetria.
Função Individualizadora: nesta função torna o perispírito  responsável por individualizar a personalidade de cada espírito, tanto aqui no plano físico como no espiritual, podemos comprovar isso analisando que não existe nenhum ser humano igual ao outro.
Função Sustentadora: Cabe aqui a sustentação do espírito em todas suas ações, permitindo que por mais erros que cometa, ainda será uma individualidade, indiferente da aparência. Tem casos que o perispírito assume aparências horríveis, monstruosas, mas a individualidade está preservada. Enquanto encarnado o corpo sofre transformações desde o nascimento até a morte, num processo constante de renovação celular, onde nem percebemos todo esse trabalho do organismo, devemos tudo isso à função sustentadora do perispírito.
Além das funções citada, cada corpo espiritual apresenta propriedades que serão adquiridas ao longo da jornada evolutiva de cada espírito. Sendo assim, vejamos:
Penetrabilidade: Cada espírito fazendo uso de seus potenciais conhecimentos e dotado de seu corpo espiritual poderá penetrar em qualquer ambiente, visto que a matéria bruta como a conhecemos não irá constituir nenhuma barreira ao mesmo.
Plasticidade:  Fazendo uso dessa propriedade o espírito poderá assumir formas diversas, modificando sua aparência instantaneamente, atendendo aos princípios mentais do mesmo.
 Exemplificando:
1º) um espírito desencarna em idade avançada e seu corpo físico tem um aspecto de acabado, logo ao perceber que se encontra liberto do peso da matéria então seu perispírito atendendo um desejo mental de renovar-se apresentando uma aparência mais jovem, um corpo com maior vigor.
 2º) Um espírito desencarna com uma ideia fixa de perversidade, com a mente envenenada no desejo de vingança e com o único desejo de envenenar sua presa, poderá assumir a aparência de uma serpente.
Bicorporiedade: Com este recurso o espírito poderá dividir-se criando uma duplicata do corpo e apresentar-se em dois lugares simultaneamente.
Tangibilidade: Com esta propriedade o espírito embora invisível no plano físico, pode reunir recursos ectoplasmáticos do ambiente e tornar-se visível e tangível. ( muito comum nos fenômenos de materializações.)
Expansibilidade: No momento em que o corpo físico adormece, atendendo uma necessidade biológica, o espírito fica livre do peso material e é capaz de expandir-se a outros locais de acordo com seus desejos e afinidades. Às vezes ouvimos dizer que Dr. Bezerra de Menezes atende em um determinado centro espírita sábado às 20:00h, e recebemos a informação  que o mesmo DR. Bezerra está atendendo em outro centro no mesmo dia e horário, parece engodo, mas não é, um espírito com um determinado grau de evolução usa esse recurso de expandir-se e atuar em vários locais.
Luminosidade: Sendo o espírito luminoso poderá dispensar outros recursos de energia, pois gerará sua própria luz, brilhando muito mais que qualquer potente lâmpada fluorescente.
Odor: Espíritos viciados em determinadas substâncias irá exalar o odor destas, contaminando todo o ambiente onde se encontram (Em algumas obras de André Luiz há relatos de ambientes fétidos onde aglomeram esses espíritos).
Densidade:  Dependendo do estado evolutivo do espírito, este encontra-se tão denso que acredita-se encarnado.  Veja o que diz Alan Kardec em   A Gênese cap.XIV item 9 (“O perispírito dos espíritos mais inferiores é tão grosseiro que eles o confundem com o corpo carnal, razão porque continuam a crer-se vivos.”)
Sensibilidade Global: O espírito conhecendo suas potencialidades não ficará limitado e dependente de aparelhos auditivos, visuais ou sentimentais, pois terá  a capacidade de sentir, ouvir ou ver em toda sua extensão.
Conhecendo melhor o perispírito, suas funções e propriedades saberemos que muitos mitos que envolveram o homem em diversas épocas, cairão em ações naturais, obedecendo leis imutáveis da natureza. Bem como entenderemos as manifestações dos espíritos em nosso meio, ainda contestado por muitos, devido à falta de conhecimento desta área.
Poderemos encontrar vasto material de estudo a esse respeito na literatura espírita, abaixo algumas indicações.
O Livro dos Espíritos  ( Questões 93 a 95)
A Gênese    (Cap. XIV)
O Perispírito (Zalmino Zimmerman)
Evolução em dois mundos (André Luiz)
Abraços fraternais do amigo Geraldo março/2012.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

AMOR OU DOR?


AMOR OU DOR?
Há no meio espírita, nas conversas, nos livros, uma frase que certamente é bem conhecida de todos: “Quem não aprende pelo amor aprende pela dor.” Essa frase retrata bem a realidade que vivemos, uma vez que estamos em uma experiência de aprendizagem, desde o momento que nascemos até o último suspiro em nossa vida carnal. As oportunidades de aprendizagem surgem a todo  momento. Todos os dias de nossa existência nos deparamos com acontecimentos que nos proporcionam crescimento intelectual e moral, principalmente. Quando essa aprendizagem acontece estamos cumprindo com o principal objetivo de nossa encarnação. Às vezes ficamos nos perguntando: o que eu estou fazendo nessa vida?  Parece que vim aqui só pra sofrer?  As respostas para estas perguntas são simples, pois viemos aqui para aprender e evoluir, progredir sempre.  Quando Kardec nas suas interrogações aos espíritos pergunta qual maior impedimento ao progresso (Pergunta 785 do Livro dos Espíritos), os espíritos comprometidos com o bem da humanidade então respondem: O orgulho e o egoísmo.
A partir desta resposta iremos observar que o caminho que escolhemos é determinante quanto ao nosso bem estar e felicidade e, muitas vezes, escolhemos o caminho da dor onde, inconscientemente, acreditamos estarmos corretos.
O orgulho, frequentemente, nessas situações, nos envolve de tal maneira que acreditamos estar tudo certo. Por exemplo:
-O orgulho religioso -> Acreditamos que só a nossa religião é a correta ou é a melhor, por isso nos colocamos acima dos outros que não professam a mesma crença.
-O orgulho profissional -> Estudamos muito, lutamos muito pra vencer e, então, chegamos ao topo da carreira profissional, acreditando que somos maiores que todos.
-O orgulho social. -> Fazemos parte de uma determinada camada social e acreditamos que somos maiores por isso.
-O orgulho racial. -> Quanta discriminação porque uns acreditam que sua raça é melhor que outra. (O branco que por muitos anos escravizou o negro).
Porém, para escolher o caminho do amor, distanciando do da dor, precisamos juntar todas essas faces do orgulho e substituir pela humildade. A humildade de saber que, indiferente do posto que assumimos dentro do meio onde vivemos, este será temporário e, por isso, não devemos nos considerar maiores do que ninguém. A humildade de reconhecer que estamos submetidos às leis naturais e que estas são iguais para todos.
Quanto ao egoísmo, esse nos leva a defender nossos interesses acima de qualquer outra coisa. Como já dizia Kardec, a maior marca da imperfeição humana é o interesse próprio. Achamos que as nossas necessidades são maiores que a de qualquer outra pessoa, que a minha dor é maior, que o meu problema é o mais difícil. Devido a isso, não nos permitimos enxergar que à nossa volta existem tantos problemas maiores que o nosso e que poderíamos exercitar a caridade de auxiliar os mais necessitados e a humildade de não nos considerarmos piores ou melhores que os outros. Porém, devido a essa visão limitada do eu, acabamos não fazendo a escolha correta do caminho, e fatalmente as conseqüências dolorosas serão inevitáveis.
Mas infelizmente não é só isso que o envolvimento com o orgulho e o egoísmo nos causa, devido a intimidade que temos com essas duas mazelas, vivemos aprendendo porém sofrendo.
Há momentos em nossa vida que as coisas não dão certo e ficamos irritados, com raiva, querendo vingar do mundo, visto que nada anda bem. Mas, a raiva e a irritação são venenos em nosso corpo espiritual, provocando feridas difíceis de serem cicatrizadas. Precisamos buscar a capacidade de compreensão dos acontecimentos e exercitar a paciência.
Temos momentos de medo e de insegurança , não acreditando em nossa capacidade de resolver os problemas. Assim, logo começamos a pensar que tudo vai dar errado, que o mal não tem solução, a doença não tem cura. Nisso tudo se mostra a falta de fé. Não digo falta da fé cega que entregamos tudo para Deus e não fazemos nada, é a falta da fé raciocinada que se sabe que é capaz de equacionar todos os problemas, com uso da razão. Fé é a confiança que se pode fazer a diferença e resolver nossas pendências.
Além disso, temos ainda, o velho problema da maledicência, onde vemos o nosso irmão em erro e ao contrário de buscar formas de poder auxiliar, saímos falando para todos, que aquele é um pervertido, é um descompromissado. Aqui se mostra nossa falta de indulgência para com as falhas do nosso próximo.  Perdemos, mais uma vez a oportunidade de promover a caridade e caímos no caminho da dor.
Nesse sentido, muitos dos acontecimentos da vida contrariam os nossos desejos e provocam descontentamentos e magoas. Para resolver isso procuramos formas de vingar, quando poderíamos procurar formas de perdoar e,com isso, firmamos ainda mais o caminho da dor.
Podemos citar também a vaidade que faz parte da realidade de muitas pessoas. Não estou querendo dizer que não se deve cuidar da aparência, cuidar do corpo, porém devemos estar em alerta para não dedicar todo o tempo em busca de uma aparência física, esquecendo de como nos apresentamos em espírito. Em determinados momentos é necessário exercitar a simplicidade, a humildade e a indulgência, procurando cuidar da aparência do corpo espiritual, afinal, este é quem prosseguirá a jornada de aprendizagem.
Os gestos e ações de brutalidade e incompreensão devem ser substituídos por ações de mansidão e serenidade. Sabemos que não é possível mudar tudo em um só momento, mas é necessário vigiar nossa rotina constantemente.
Todas essas opções de escolha irão determinar qual o caminho seguiremos: Do amor ou da dor?
ABRAÇOS FRATERNAIS!!
GERALDO FEVEREIRO/2012.