sábado, 21 de abril de 2012

Evangelho - reflexão


EVANGELHOTERAPIA
O evangelho de Jesus segundo seus apóstolos, em muitas ocasiões e principalmente dentro dos centros espírita é indicado como fonte alívio de desequilíbrios diversos, indicado também como remédio a ser ministrado para cura de males provenientes da desorganização moral do ser, porém os “pacientes” necessitados de cura, em sua maioria experimenta apenas uma leve sensação de melhora provocada pela fé e desejo ardente do início do “tratamento”. Após algum tempo tudo se estabiliza, volta-se à rotina, e as mesmas sensações continuam, inclusive as dores e os sofrimentos, o que até então estava crente passa a duvidar do poder de cura do evangelho, abandonando todas as ações em torno do uso de tal “medicação”.
Conveniente é observar que na medicina tradicional ao fechar um diagnóstico o médico prescreve a medicação com indicação de horários e tempo de tratamento, os quais devem ser obedecidos, o paciente temeroso quanto ao avanço da enfermidade prontamente cumpre a rigor a sugestão do médico e depois de algum tempo experimenta as sensações de alívio.  Dessa forma deveria ocorrer com os tratamentos via evangelho, todavia poucos são os relatos que serviriam como testemunha de cura com o uso desta terapia.
E como fica a evangelhoterapia?
O problema está exatamente na administração do medicamento, vejamos:
*problemas diversos de convivência dentro do lar, cônjuge difícil, filhos rebeldes.
Diagnóstico: irritação, intolerância e falta de paciência.
Tratamento evangélico: vide evangelho de Mateus cap XVIII v 21 – 22 (Pedro interroga a Jesus quantas vezes devemos perdoar a falta de nossos irmãos, seria 7 vezes? E Jesus indica não só 7 vezes mas 70 vezes 7.)
Este o medicamento indicado por Jesus no evangelho que se ministrado corretamente irá fatalmente nos libertar e curar dos males provocados pelas intrigas, irritações, falta de paciência e falta de compreensão, resta saber quem faz uso de tal medicamento conforme a prescrição. Dessa forma tantas outras indicações do evangelho tornam-se sem valor terapêutico pela invigilância dos pacientes e as dores geradas nos dissabores dos acontecimentos continuam firmes a incomodá-lo.
Fazendo nossa parte veremos o verdadeiro valor da evangelhoterapia.

Abraços fraternais  Geraldo - Abril/2012

segunda-feira, 26 de março de 2012

"O CORPO ESPIRITUAL"


CORPO  ESPIRITUAL
      Um dos princípios fundamentais da doutrina espírita denominado por Kardec de perispírito ( fazendo comparação ao perisperma das frutas, ver questão 93 do livro dos espíritos),  não é invenção do codificador como alguns gostam de afirmar, pois mais  ou menos 1.500 a.c. os vedas (escritos antigos de povos indianos) já citavam  um corpo sútil,  os antigos egípcios o classificavam como  Kha, os chineses como Ki, Paulo de Tarso, o grande apóstolo dos gentios, dizia em seus escritos corpo celeste ou as vezes corpo espiritual , vários nomes para classificar a mesma coisa, mas isso não é tão importante, o que de fato importa é: como atua esse corpo espiritual  e para que serve? 
Refletindo um pouco poderemos encontrar  respostas que venham de encontro com a razão.
Na  questão 23 de o Livro dos Espíritos,  Allan Kardec interroga aos espíritos sobre o  que é o espírito? E eles o respondem: é o princípio inteligente do universo.  Já na questão 25 do mesmo livro, em sequência ao interrogatório, Kardec quer saber se o espírito é independente da matéria ou é uma propriedade dela, obtendo a resposta de que são distintos, porém, o espírito necessita unir-se à matéria para que a inteligência possa se manifestar.
Com isso podemos concluir que o espírito é princípio inteligente e não  é  matéria, e que  o mesmo necessita  ligar-se a ela  para manifestar-se, havendo assim   um meio dessa união acontecer.
 Da mesma forma que uma carroça para movimentar-se precisa do cavalo que irá impulsioná-la, também necessita do cocheiro para direcioná-la inteligentemente à direita ou a esquerda, assim é  com o espírito que para movimentar o corpo físico inteligentemente necessita do intermediário, ou seja, do  corpo espiritual ou perispírito.
O corpo espiritual ou períspírito é constituído à partir dos elementos básicos dos princípios materiais (diga-se fluido cósmico universal, princípio básico de toda matéria) proporcionais a cada planeta ou ambiente em que o espírito irá promover  suas experiências.
Na formação primária de cada perispírito encontra-se este com funções determinadas que irá auxiliá-lo em suas tarefas.   A saber:
Função organizadora: essa função proporciona ao perispírito atender aos requisitos do espírito no sentido de organizar todo o mecanismo necessário  ao processo reencarnatório, processando as ligações molécula a molécula  de forma a acoplar o espírito ao corpo em perfeita simetria.
Função Individualizadora: nesta função torna o perispírito  responsável por individualizar a personalidade de cada espírito, tanto aqui no plano físico como no espiritual, podemos comprovar isso analisando que não existe nenhum ser humano igual ao outro.
Função Sustentadora: Cabe aqui a sustentação do espírito em todas suas ações, permitindo que por mais erros que cometa, ainda será uma individualidade, indiferente da aparência. Tem casos que o perispírito assume aparências horríveis, monstruosas, mas a individualidade está preservada. Enquanto encarnado o corpo sofre transformações desde o nascimento até a morte, num processo constante de renovação celular, onde nem percebemos todo esse trabalho do organismo, devemos tudo isso à função sustentadora do perispírito.
Além das funções citada, cada corpo espiritual apresenta propriedades que serão adquiridas ao longo da jornada evolutiva de cada espírito. Sendo assim, vejamos:
Penetrabilidade: Cada espírito fazendo uso de seus potenciais conhecimentos e dotado de seu corpo espiritual poderá penetrar em qualquer ambiente, visto que a matéria bruta como a conhecemos não irá constituir nenhuma barreira ao mesmo.
Plasticidade:  Fazendo uso dessa propriedade o espírito poderá assumir formas diversas, modificando sua aparência instantaneamente, atendendo aos princípios mentais do mesmo.
 Exemplificando:
1º) um espírito desencarna em idade avançada e seu corpo físico tem um aspecto de acabado, logo ao perceber que se encontra liberto do peso da matéria então seu perispírito atendendo um desejo mental de renovar-se apresentando uma aparência mais jovem, um corpo com maior vigor.
 2º) Um espírito desencarna com uma ideia fixa de perversidade, com a mente envenenada no desejo de vingança e com o único desejo de envenenar sua presa, poderá assumir a aparência de uma serpente.
Bicorporiedade: Com este recurso o espírito poderá dividir-se criando uma duplicata do corpo e apresentar-se em dois lugares simultaneamente.
Tangibilidade: Com esta propriedade o espírito embora invisível no plano físico, pode reunir recursos ectoplasmáticos do ambiente e tornar-se visível e tangível. ( muito comum nos fenômenos de materializações.)
Expansibilidade: No momento em que o corpo físico adormece, atendendo uma necessidade biológica, o espírito fica livre do peso material e é capaz de expandir-se a outros locais de acordo com seus desejos e afinidades. Às vezes ouvimos dizer que Dr. Bezerra de Menezes atende em um determinado centro espírita sábado às 20:00h, e recebemos a informação  que o mesmo DR. Bezerra está atendendo em outro centro no mesmo dia e horário, parece engodo, mas não é, um espírito com um determinado grau de evolução usa esse recurso de expandir-se e atuar em vários locais.
Luminosidade: Sendo o espírito luminoso poderá dispensar outros recursos de energia, pois gerará sua própria luz, brilhando muito mais que qualquer potente lâmpada fluorescente.
Odor: Espíritos viciados em determinadas substâncias irá exalar o odor destas, contaminando todo o ambiente onde se encontram (Em algumas obras de André Luiz há relatos de ambientes fétidos onde aglomeram esses espíritos).
Densidade:  Dependendo do estado evolutivo do espírito, este encontra-se tão denso que acredita-se encarnado.  Veja o que diz Alan Kardec em   A Gênese cap.XIV item 9 (“O perispírito dos espíritos mais inferiores é tão grosseiro que eles o confundem com o corpo carnal, razão porque continuam a crer-se vivos.”)
Sensibilidade Global: O espírito conhecendo suas potencialidades não ficará limitado e dependente de aparelhos auditivos, visuais ou sentimentais, pois terá  a capacidade de sentir, ouvir ou ver em toda sua extensão.
Conhecendo melhor o perispírito, suas funções e propriedades saberemos que muitos mitos que envolveram o homem em diversas épocas, cairão em ações naturais, obedecendo leis imutáveis da natureza. Bem como entenderemos as manifestações dos espíritos em nosso meio, ainda contestado por muitos, devido à falta de conhecimento desta área.
Poderemos encontrar vasto material de estudo a esse respeito na literatura espírita, abaixo algumas indicações.
O Livro dos Espíritos  ( Questões 93 a 95)
A Gênese    (Cap. XIV)
O Perispírito (Zalmino Zimmerman)
Evolução em dois mundos (André Luiz)
Abraços fraternais do amigo Geraldo março/2012.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

AMOR OU DOR?


AMOR OU DOR?
Há no meio espírita, nas conversas, nos livros, uma frase que certamente é bem conhecida de todos: “Quem não aprende pelo amor aprende pela dor.” Essa frase retrata bem a realidade que vivemos, uma vez que estamos em uma experiência de aprendizagem, desde o momento que nascemos até o último suspiro em nossa vida carnal. As oportunidades de aprendizagem surgem a todo  momento. Todos os dias de nossa existência nos deparamos com acontecimentos que nos proporcionam crescimento intelectual e moral, principalmente. Quando essa aprendizagem acontece estamos cumprindo com o principal objetivo de nossa encarnação. Às vezes ficamos nos perguntando: o que eu estou fazendo nessa vida?  Parece que vim aqui só pra sofrer?  As respostas para estas perguntas são simples, pois viemos aqui para aprender e evoluir, progredir sempre.  Quando Kardec nas suas interrogações aos espíritos pergunta qual maior impedimento ao progresso (Pergunta 785 do Livro dos Espíritos), os espíritos comprometidos com o bem da humanidade então respondem: O orgulho e o egoísmo.
A partir desta resposta iremos observar que o caminho que escolhemos é determinante quanto ao nosso bem estar e felicidade e, muitas vezes, escolhemos o caminho da dor onde, inconscientemente, acreditamos estarmos corretos.
O orgulho, frequentemente, nessas situações, nos envolve de tal maneira que acreditamos estar tudo certo. Por exemplo:
-O orgulho religioso -> Acreditamos que só a nossa religião é a correta ou é a melhor, por isso nos colocamos acima dos outros que não professam a mesma crença.
-O orgulho profissional -> Estudamos muito, lutamos muito pra vencer e, então, chegamos ao topo da carreira profissional, acreditando que somos maiores que todos.
-O orgulho social. -> Fazemos parte de uma determinada camada social e acreditamos que somos maiores por isso.
-O orgulho racial. -> Quanta discriminação porque uns acreditam que sua raça é melhor que outra. (O branco que por muitos anos escravizou o negro).
Porém, para escolher o caminho do amor, distanciando do da dor, precisamos juntar todas essas faces do orgulho e substituir pela humildade. A humildade de saber que, indiferente do posto que assumimos dentro do meio onde vivemos, este será temporário e, por isso, não devemos nos considerar maiores do que ninguém. A humildade de reconhecer que estamos submetidos às leis naturais e que estas são iguais para todos.
Quanto ao egoísmo, esse nos leva a defender nossos interesses acima de qualquer outra coisa. Como já dizia Kardec, a maior marca da imperfeição humana é o interesse próprio. Achamos que as nossas necessidades são maiores que a de qualquer outra pessoa, que a minha dor é maior, que o meu problema é o mais difícil. Devido a isso, não nos permitimos enxergar que à nossa volta existem tantos problemas maiores que o nosso e que poderíamos exercitar a caridade de auxiliar os mais necessitados e a humildade de não nos considerarmos piores ou melhores que os outros. Porém, devido a essa visão limitada do eu, acabamos não fazendo a escolha correta do caminho, e fatalmente as conseqüências dolorosas serão inevitáveis.
Mas infelizmente não é só isso que o envolvimento com o orgulho e o egoísmo nos causa, devido a intimidade que temos com essas duas mazelas, vivemos aprendendo porém sofrendo.
Há momentos em nossa vida que as coisas não dão certo e ficamos irritados, com raiva, querendo vingar do mundo, visto que nada anda bem. Mas, a raiva e a irritação são venenos em nosso corpo espiritual, provocando feridas difíceis de serem cicatrizadas. Precisamos buscar a capacidade de compreensão dos acontecimentos e exercitar a paciência.
Temos momentos de medo e de insegurança , não acreditando em nossa capacidade de resolver os problemas. Assim, logo começamos a pensar que tudo vai dar errado, que o mal não tem solução, a doença não tem cura. Nisso tudo se mostra a falta de fé. Não digo falta da fé cega que entregamos tudo para Deus e não fazemos nada, é a falta da fé raciocinada que se sabe que é capaz de equacionar todos os problemas, com uso da razão. Fé é a confiança que se pode fazer a diferença e resolver nossas pendências.
Além disso, temos ainda, o velho problema da maledicência, onde vemos o nosso irmão em erro e ao contrário de buscar formas de poder auxiliar, saímos falando para todos, que aquele é um pervertido, é um descompromissado. Aqui se mostra nossa falta de indulgência para com as falhas do nosso próximo.  Perdemos, mais uma vez a oportunidade de promover a caridade e caímos no caminho da dor.
Nesse sentido, muitos dos acontecimentos da vida contrariam os nossos desejos e provocam descontentamentos e magoas. Para resolver isso procuramos formas de vingar, quando poderíamos procurar formas de perdoar e,com isso, firmamos ainda mais o caminho da dor.
Podemos citar também a vaidade que faz parte da realidade de muitas pessoas. Não estou querendo dizer que não se deve cuidar da aparência, cuidar do corpo, porém devemos estar em alerta para não dedicar todo o tempo em busca de uma aparência física, esquecendo de como nos apresentamos em espírito. Em determinados momentos é necessário exercitar a simplicidade, a humildade e a indulgência, procurando cuidar da aparência do corpo espiritual, afinal, este é quem prosseguirá a jornada de aprendizagem.
Os gestos e ações de brutalidade e incompreensão devem ser substituídos por ações de mansidão e serenidade. Sabemos que não é possível mudar tudo em um só momento, mas é necessário vigiar nossa rotina constantemente.
Todas essas opções de escolha irão determinar qual o caminho seguiremos: Do amor ou da dor?
ABRAÇOS FRATERNAIS!!
GERALDO FEVEREIRO/2012.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

NOVOS TEMPOS

NOVOS TEMPOS.
Estamos vivendo o momento de final de ano, onde normalmente temos o prazer e a satisfação de dizer aos nossos amigos e familiares votos de muita saúde, paz, dinheiro no bolso e felicidades. É um desejo conveniente para o momento, mas que ocorre de forma tão somente exterior, tanto de quem deseja quanto de quem recebe. Como espíritas, praticantes de uma fé raciocinada, não podemos deixar de refletir sobre este momento, até porque estamos iniciando o ano de 2012, ano de muitos mitos, histórias e contos:  Seria o fim do Planeta?  O fim da humanidade? Todos esses pensamentos circulam as mentes descompromissadas com a harmonia e o bem estar geral, visando apenas a exploração da crença popular. Se não é assim, o que mesmo pode ocorrer em 2012? Acredito que pode acontecer tudo que acontece todos os anos: chuvas, enchentes, terremotos, tsunamis e outras tantas catástrofes provenientes da própria energia gerada pelas mentes que habitam este planeta. Porém, a humanidade certamente continuará da mesma forma: o viciado atenderá ao vício, o criminoso continuará praticando crimes, os doentes prosseguirão em seus sofrimentos, os bons darão sequência na prática do bem e a vida continuará com todas as características inerentes ao ser humano. Esse quadro só se transformará caso os personagens promovam uma verdadeira mudança em suas vidas. E os votos de saúde, paz, muito dinheiro e felicidades? Como disse no início, muitas vezes, são desejos exteriores e ficaram pelo caminho. Se queremos todos esses acontecimentos para nosso novo ano precisamos construir e não só desejar. Todos nós temos muitas oportunidades no decorrer do período que chamamos de ano. Na oportunidade de conservar a saúde, já no início do período, cometemos diversos exageros com as bebidas, comidas e outros prazeres atendidos dentro das festividades de virada de ano o que de certa forma corrompem nosso bem estar. Além disso, contraímos diversos compromissos financeiros para atender as convenções sociais e o luxo desnecessário que o período requer, comprometendo também nossa saúde financeira. Isso fatalmente gerará desgosto e poderá comprometer a sonhada felicidade, contrariando assim os votos que recebemos na virada. Fiquemos atentos, pois as oportunidades em nossas vidas são como águas de um rio, passam e não voltam mais, aproveitemos a convivência para praticar a tolerância, a paciência, a compreensão, a benevolência e a caridade para com nosso próximo, colocando em prática os ensinamentos de Jesus. As leis de Deus e o evangelho não são em nossa vida apenas uma “linda obra literária”, mas devem tomar forma de um manual de bem viver e assim estaremos construindo um novo tempo e um 2012 não de catástrofes, mas de muitas oportunidades.
Um abraço, e com profunda sinceridade 2012 seja um ano de paz para toda humanidade.
Do amigo Geraldo final de 2011.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

A IMPORTANCIA DO CENTRO ESPÍRITA

A IMPORTÂNCIA DO CENTRO ESPÍRITA
O Centro Espírita não deve se posicionar dentro de uma comunidade como um templo religioso,  uma escola com vários cursos doutrinários,  um laboratório de experimentos mediúnicos,  ou ainda como um pronto socorro de atendimento às dores de encarnados e desencarnados, mas como um local onde se reúne  todas essas atividades bem estruturadas e distribuídas para  atender as diversas  necessidade do ser de forma plena e amorosa. Todas as tarefas devem estar engajadas com este propósito, desde a Recepção (que deve ser de forma fraternal, calorosa e amigável), passando pelo Atendimento (devendo-se  levantar todas as necessidade do atendido e canalizar o preenchimento dessas necessidades, procurando orientar para que o mesmo saia da zona de incomodo) e por último sugerindo-o   a assistir às Palestras Públicas         ( que devem acontecer de forma simples e objetiva, para divulgação racional do Evangelho de Jesus e informações com relação às propostas da doutrina espírita).
 Há também outras tarefas mais específicas, como: Reunião de desobsessão, Reunião de orientação e Esclarecimento a espíritos sofredores, atendimento e assistência à criança e ao adolescente, devendo ter uma  preparação metódica dos trabalhadores através de cursos e estudos bem orientados e planejados.
Para tudo isso funcionar é preciso implantar dentro do centro, antes de qualquer outra providência, o programa do C’s, para se manter o nível de qualidade dos tarefeiros.

 1º C – Conversar, não é possível manter as atividades sem um bom diálogo entre os trabalhadores.
 2º C – Conviver, é preciso respeitar as diferenças para uma boa convivência.
3º C – Compartilhar,  um bom dirigente deve compartilhar idéias, ser democrático nas ações.
4º C – Confiar, sem confiar uns nos outros não é possível estabelecer um vinculo de atividades com harmonia e paz, vivendo assim em hipocrisia.
5º C – Confraternizar , compartilhando experiências para implantação de um relacionamento amoroso dentro do ambiente.
6º C – Compreender, depois de tudo se ainda não deu certo, compreender que cada um tem seu tempo, mas precisamos continuar persistindo e aceitando as dificuldades para crescimento de todos.
E por fim, o 7º C -  Convergir, onde as pessoas ao procurar o Centro vão sentir necessidade de uma reforma intima profunda.
Se implantado todos esses C´s, o Centro espírita vai ganhar as características de um ponto visual de convergência, conforme os dizeres de José Herculano Pires, onde as pessoas seguindo por caminhos tortuosos de dor e sofrimento e buscando  o auxílio em um Centro Espírita, vão desejar mudar a sua trajetória de infelicidade para uma de amor e fraternidade.
Ainda de acordo com o Herculano Pires, o Centro Espírita deve se tornar uma fortaleza espiritual para a grande batalha de implantação da verdade cristã na terra, seus membros devem estar bem preparados e fortalecidos para atender a todos com disposição e desejo de auxiliarem-se mutuamente.
A implantação da verdade nunca encontrou e nunca encontrará terreno fácil, sempre será  uma grande batalha!  Observemos, nem mesmo os movimentos que se dizem “ cristãos” praticam a essência da verdade trazida por Jesus há mais de 2000 anos.
Ânimo a todos!
Abraço fraternal do amigo,  Geraldo.                                                                            Dezembro/2011.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

A INGRATIDÃO

Segundo  Santo Agustinho a ingratidão é fruto do egoísmo e sempre causa revolta aos corações virtuosos. (E.S.E.  CAP XIV item 9)

Para melhor esclarecer esse sentimento tão presente na intimidade de todos nós, podemos conceituar ingratidão como ausência do reconhecimento de um bem que outro nos faz.
Habitualmente a ingratidão está sempre acompanhada de outros sentimentos menos elevados como o ciúme, a raiva, o orgulho, a inveja, que unidos emanam grande carga de energia de baixa frequência (negativa), dessa forma o ser envolvido num contexto de energia densa começa colher as conseqüências de seus próprios atos, afastando-se  do campo energético positivo gerado por seus protetores espirituais (anjo de guarda) e ligando-se fluidicamente a entidades (espíritos) com  as vibrações afinizadas nesse mesmo processo, que, normalmente é conhecido como obsessão. Este intercâmbio de energias pode causar  dores, angustia, mal estar e outros incômodos que não se conseguirá estabelecer uma causa pelas vias da ciência.
Porém, tudo na vida é dinâmico e evolui  e esse processo não irá durar para sempre, chegará o momento que  aquele que está  nessa faixa será convidado a uma reflexão e modificação de sua trajetória, esse convite poderá acontecer de várias formas: cobranças da própria consciência, dores provocadas por doenças ou outros males que ocorrem providencialmente com o objetivo de promover o chamamento à modificação e a transformação.
Devemos ter cuidado especial quando:
*Culpamos Deus por nossos sofrimentos e dificuldades;
*Reclamamos da família  e moradia que temos, perdendo a oportunidade de exercitar a lei do amor    através da convivência;
*Não reconhecemos o valor e faltamos com o respeito aos pais e idosos.
*Reclamamos da cidade em que moramos e do trabalho que temos.
Nessas condições estamos sendo verdadeiros ingratos, pois tudo que temos certamente é muito mais do que merecemos.
Que a paz de nosso Senhor Jesus Cristo seja com todos. Um abraço fraternal.
Geraldo, Novembro/2011. 

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

UM TESOURO CHAMADO PACIÊNCIA

UM TESOURO  CHAMADO  PACIÊNCIA

Quando JESUS nos orienta através das palavras escritas pelo apóstolo Mateus em seu capítulo 6 versículo 19 e 20 “ não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam; mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam nem roubam”.
Dentre as muitas virtudes que compõem o baú de riquezas que levaremos ao “céu” certamente uma das mais valiosas é a paciência.  Mas a propósito o que é ter paciência? Teoricamente é ter bom senso, tolerância, capacidade de compreender o erro do próximo, em resumo é praticar a caridade na sua forma mais sublime.  Na prática, o que parece tão simples, não é, muitas vezes dizemos pacientes, compreensivos, tolerantes,   mas é só tropeçar em um obstáculo que a vida nos oferece e já começamos a mostrar nossa verdadeira identidade, mostramo-nos incapazes de compreender  os problemas que nos cercam, isso pode ocorrer em diversas áreas:  no trânsito, na fila de banco, no trabalho, no lar  e em outras possibilidades de relacionamentos,  somos testados em nossa capacidade de manter o equilíbrio emocional e em muitas oportunidades não conseguimos o êxito desejado, somos contrariados em nossos desejos e pronto , toda a aparente docilidade desaparece.
Observemo-nos; somos capazes de tolerar os infortúnios com equilíbrio completo das emoções? Sabemos aproveitar um não da mesma forma que aproveitamos um sim? Se a resposta a essas interrogações for positiva,  carregamos em nossa bagagem valiosa moeda para compor nosso tesouro eterno, se for negativa cuidemos para inverter esse quadro.  
Abraços.  Geraldo,  Novembro/2011.
ATT: . Recebi algumas reclamações quanto a dificuldade de postar comentário,  fizemos algumas mudanças na configuração e agora podem comentar a vontade.